Lorekeeper I: Chapter 1 - The Three Dragons


#22

I love the story. I can’t wait for the next chapter. :heart_eyes:


#23

I like the style. We must have… more.


#24

Easy to be solved. @Sirrian, @Saltypatra or any other dev/moderator could create an Index Thread which is locked and pinned at the top. This way they can simply edit the Tread and add each new chapter without any interference from comments on the various chapters.


#25

Making an index thread is exactly what I plan to do. :slight_smile:


#26

You made me spit out my porter on the ottoman. :beer::grin:


#27

Here is the audio reading of this lorekeeper for anyone interested! :smiley:


#28

I’m a huge fan! A game like Gems of War has so much potential for lore, I’m glad we’re getting this.


#29

I loved every word. I can’t wait until next week for more!
And I thank Tacet for reading it, It was awesome in both formats!


#30

Here’s another “Mother” reference from Sirrian:

:thinking:


#31

The plot thickens!


#32

Can’t watch this because I’m at work, but I imagine it starts with: “HEEEEEEEEELLLLOOOOOOO Everyone.”


#33

@Saltypatra i translated(and adapted a bit) this first part to brazilian portuguese. Since i can’t create a thread for it in this section i’m posting here. It’s up to you how you would like to organize the section later if more people eventually gets interested in translating it to other languages.


CAPÍTULO 1 - A PROFETISA

Um vidente tece uma história que você quer que aconteça. Um profeta lhe diz o que vai acontecer, quer você goste ou não. Não é uma surpresa qual deles acaba queimando em uma estaca com mais frequência.

-Medea.

Medea se observava o minúsculo Daemon preso no círculo de invocação diante dela.

O Daemon apertou os olhos de uma forma que pode ter sido suspeita, curiosidade ou até constipação; era difícil de dizer se tratando de uma criatura que tinha 4 olhos, a pele enrugada como um lençol velho e encrustado de sujeira e uma cabeça que parecia um nabo amassado.

Medea suspirou. "Pois bem, Cyril, você vai me dizer ou não?"

O Daemon esticou um longo dedo úmido em direção ao campo de força invisível que o mantinha no lugar. Houve uma faísca. A criatura soltou um pequeno grito e recuou a mão para si.

Medea andou ao redor do círculo, olhando atentamente para o Daemon. “Cyril? Temos algum problema aqui?

"Sem problemas! Não, não, não – ele falou finalmente, mexendo-se nervosamente de um lado para o outro.

"Não?", Perguntou Medea.

"Bem … Talvez …" o Daemon respondeu. "E você realmente deveria me chamar pelo meu nome completo, Medea."

Medea suspirou novamente. "Eu pensei que nós tínhamos um acordo aqui", ela fez uma pausa de efeito, "Cyrrithraxila".

O pequeno Daemon parecia satisfeito com esta concessão, o reconhecimento de seu verdadeiro nome. "Eu sou muito mais importante do que costumava ser, Medea. Falei com a Mãe antes de você me convocar.”

Medea ergueu uma sobrancelha. Os Daemons eram muito neuróticos em relação à sua auto-imagem às vezes.

“No entanto, Cyrrithraxila, nós tinhamos um acordo, você e eu. Você me diz a previsão do tempo para os próximos sete dias, e eu lhe dou sete moedas de prata. Ainda temos esse acordo, não é?”

“Oh, sim, mas eu tenho muito mais que poderia lhe interessar além da previsão do tempo, Medea”, o pequeno Daemon esfregou as mãos com avidez. “A Mãe … ela me disse coisas.”

“Que tipo de coisas?”, Medea tentou soar casual, ocultando qualquer curiosidade de seu tom de voz. A julgar pelo sorriso torto e demente da criatura, não funcionou.

“Isso vai te custar, Medea.”

“Quanto?”

“Meu peso em prata.”; ele lambeu seus lábios em antecipação.

Medea não pôde deixar de reprimir uma risada. "Isso é 100 vezes o que eu normalmente lhe pago. Como eu saberei que esta informação vale a pena? ”

“Oh, vale a pena”, o Daemon se inclinou para frente, sorrindo. “Na verdade, vale muito mais. É um aviso … uma profecia. Você sabe que o seu círculo de invocação me compele a dizer a verdade. Eu não posso mentir.”

Medea considerou a criatura por alguns instantes. Adivinhação e Profecia a fascinam. Ela não podia deixar passar esta oportunidade, mas também não podia deixar de se perguntar como ou porquê um Daemon do Tempo menor tinha adquirido algo tão importante. Os Daemons são adeptos de usar truques elaborados, e se envolver em seus jogos era como entrar em um labirinto com um balde sobre sua cabeça; Era um emaranhado no qual ela não tinha intenção de cair. Se a Mãe disse-lhe algo, a Mãe queria que ela, Medea, soubesse.

O que também significava que ela provavelmente poderia negociar um pouco. Medea considerou isso por um momento, mas funcionários felizes eram bons funcionários. Isso provavelmente a serviria melhor a longo prazo se Cyrrithraxila continuasse pensando que ele era importante. Além disso, se os preços fossem muito altos, haviam muitos Daemons do Tempo mais dispostos por aí.

“Muito bem”, disse ela, pegando uma pequena estátua de prata de um gato em uma prateleira próxima e empurrando-a cuidadosamente para dentro do círculo. “Aqui está o seu pagamento, Cyrrithraxila. Diga-me o que você sabe, por favor.”

O Daemon praticamente dançou de alegria, e soltou um pequeno grito de deleite.

“A Mãe diz que outra Praga está chegando, e apenas os três Dragões podem pará-la. O Dragão que foi, o Dragão que é, e o Dragão que ainda será. ”

“E?”, perguntou Medea, franzindo o cenho.

“Úmido a semana toda, chuva na tarde da segunda-feira e um pouco de vento na manhã da sexta-feira.”

E com isso, Cyrrithraxila desapareceu.

Medea olhou pela janela de sua torre para a terra destroçada de Karakoth, pensando nessa "profecia" que recebera. Se veio da Mãe, era provavelmente verdade, tanto quanto qualquer profecia era "verdadeira". Mas o que isso significa? E o que ela poderia fazer sobre isso?

Esse era o problema com as profecias - se elas fossem muito literais, seus resultados seriam fáceis de mudar, então elas eram envolvidas em enigmas, distrações e meias verdades - eles eram o quebra-cabeça perfeito. E Medea amava um bom quebra-cabeça.

Ao longe, ela conseguia distinguir mais duas torres. Uma pertencia a Thorius O louco, um herege de Whitehelm que matou o dono anterior da torre, Próspero. Ela gostava de Próspero - ele era relativamente gentil para um Bruxo. Ele uma vez deu-lhe doces quando ela era mais jovem, e só tentou matá-la duas vezes.

A outra torre pertencia a Draxxius, um velho Lich Khetari rabugento que ninguém tinha visto em dez anos. Ele estava nessa torre desde que qualquer um podia se lembrar. Ele nunca precisava comer, então ele passava décadas sem ser visto. Ninguém era louco o suficiente para tentar matar Draxxius - o último Bruxo que chegou a cem passos da torre tinha sido virado do avesso … duas vezes … o que te deixa parecendo vagamente normal, mas com tudo embaralhado por dentro. Ainda assim, bastante morto.

Medea sentiu brevemente um pouco de inveja; a vida era muito mais fácil para bruxos como Draxxius e Thorius; tudo revolvia em torno da busca por poder. Karakoth abrigava entre vinte e trinta dessas torres - e as aldeias que as sustentavam. O número variava de tempos em tempos, conforme elas são destruídas e reconstruídas. Cada torre abrigava muitos segredos e, com a exceção de duas delas, seus proprietários as haviam reivindicado de maneira sanguinária e violenta, geralmente fazendo com que o dono anterior explodisse em confetes coloridos durante um duelo mágico. A primeira exceção era a torre de Vair. Medea não conhecia Vair, mas ela ouviu dizer que ele tinha dois glifos a menos que um pergaminho. Dizem que um dia ele simplesmente saiu vagando por aí dizendo que podia sentir o cheiro das cores. Lidar com Daemons Anciões poderia fazer isso com uma pessoa. Um elfo negro já havia se mudado para lá, e tinha enfeitado o lugar de um jeito um tanto que apocalíptico.

A segunda exceção foi a Torre de Medea. Ela a herdou de seu pai, o bruxo Alatar. Como a maioria dos magos de Karakoth, Alatar passara a vida procurando por segredos e poder - afinal, essa terra era antiga e muitos segredos estavam enterrados sob suas camadas de rocha rachada. Mas Alatar viveu até a velhice, deixando a torre para sua filha. A mãe de Medea havia morrido no parto, então agora, com o pai falecido, era só ela. Porém o pai de Medea a treinou bem, ela era a melhor de todas as bruxas em Karakoth. Longe de ter uma obsessão por poder, Medea tinha outros interesses; ela estava mais intrigada com os emaranhados macarrônicos de Profecias e Adivinhação.

Daí seu atual dilema … O que fazer com essa profecia?

Uma nova Praga? A última havia ocorrido séculos atrás, quando o Rei Infernal surgiu no extremo sudeste. Felizmente os Orcs o pararam, embora suas cidades tivessem sido destruídas no processo. Poderia ela emitir um aviso?

Não, era inútil saber que haveria uma praga se ela não soubesse onde. O mundo era um lugar grande.

Medea brincou com a idéia de convocar outro Daemon para fazer mais algumas perguntas, mas se a Mãe quisesse que ela soubesse mais, ela o teria transmitido através daquele pequeno Daemon do Tempo canalha. Aquela rota estava fechada para ela.

Talvez os Três Dragões fossem a chave. Um que foi, um que é e outro que ainda será. Provavelmente havia alguns milhares de dragões espalhados por Krystara, mas ela duvidava que a profecia estivesse literalmente falando sobre três dragões. Talvez ela pudesse tecer um feitiço para encontrá-los.

Ela desceu as escadas, uma idéia tomando forma.


Medea chegou ao porão escuro de sua torre e falou baixinho: “Bolhas?”

Tudo estava em silêncio por um momento, depois houve um barulho gorgolejante, algo como dois trolls marinhos adolescentes se pegando entusiasticamente, mas cerca de vinte vezes mais alto.

Medea gentilmente abriu a mão e uma pequena chama roxa cintilou vivamente. Ali, a menos de 30 centímetros de seu rosto, havia uma parede de gosma gelatinosa e viscosa. A chama iluminou as coisas suspensas no interior dessa parede: ossos, moedas, um garfo, uma ametista particularmente fina, meio gato e o pé esquerdo de um goblin eram todos visíveis. Mais formas podiam ser vistas, mas talvez felizmente, a luz não penetrou o suficiente para torná-las reconhecíveis.

"Boa menina, Bolhas", Medea sussurrou gentilmente, estendendo a mão para tocar suavemente a superfície gelatinosa.

Ela estremeceu em resposta, e um pequeno tremor de prazer ondulou em sua superfície.

Karakoth poderia ser um lugar estranho. Nas terras mais civilizadas, as crianças mantinham cães, gatos e pássaros como animais de estimação. Alatar o Bruxo, entretanto, deu à sua filha um Cubo Gelatinoso quando ela tinha sete anos de idade - uma criatura feita de uma substância clara gelatinosa que dissolve qualquer coisa com a qual entra em contato. Ela prontamente lhe deu o nome de Bolhas, e assistiu ao longo dos anos conforme ela crescia, inicialmente do tamanho de um pequeno balde até um tamanho que enchia todo o porão da torre. Os sábios acreditam que as Geléias e Gosmas monstruosas em Karakoth não possuiam senciência real, nem cérebro, nem sentimentos, apenas fome, mas havia um laço inegável entre Medea e seu estranho animal de estimação.

De um ponto de vista prático, fazia todo sentido. Não apenas Bolhas era o local ideal para armazenar as coisas com segurança (até que digerisse qualquer coisa orgânica), como também podia comer os intrusos estúpidos o suficiente para invadir sua torre pelo porão.

"Eu preciso achar ossos de dragonete, menina", ronronou Medea suavemente. "Você sabe onde eles estão?"

O Cubo Gelatinoso ondulou novamente e emitiu um barulho gelatinoso agradável conforme Medea lentamente enfiava o braço para dentro dela. Milagrosamente, sua mão retornou segurando alguns ossos – exatamente os que ela estava procurando.

"Boa menina, Bolhas", ela murmurou mais uma vez, e seu animal de estimação deslizou alegremente de volta para a escuridão emitindo um som borbulhante de satisfação.

No momento em que o sol subia sobre as montanhas escarpadas, Medea tinha terminado seu feitiço.

Os ossos de dragonete tinham sido moídos em uma pasta fina e adicionados a um pouco de tinta. Três cartas foram escritas com aquela tinta, uma para cada um dos "Dragões". Três quasits haviam sido convocados, subornados com um pedaço de prata para encontrar o dono de cada carta e entregá-la.

Medea viu os quasits partirem. Dois se dirigiram para o oeste, o outro virou para o leste.

Agora, tudo o que ela precisava fazer era esperar.